Feliz Ano Novo!

dezembro 31, 2015 0 Comments A+ a-

Comentaram hoje comigo que é engraçado como eu escrevo demais sobre coisas às quais as pessoas nem se ligam, sobre o dia a dia, e como tenho paciência pra simplesmente escrever sobre qualquer coisa.

É verdade. Muita gente não convive comigo no cotidiano, mas posso dizer que escrever é a forma pela qual melhor me expresso nessa vida. É um alívio de qualquer problema que eu esteja tendo. Através da escrita, eu crio o humor em situações que, antes, pareciam muito obscuras.

Hoje digo que escrever é um pedaço da minha alma. Escrevo para jogar no vento o que possa pesar na minha mente.

E, como é de lei do dia 31, nenhuma postagem pode vir sem feliz Ano Novo. Espero que 2016 traga a paz que 2015 não trouxe, que seja um ano de boas realizações, porque estamos precisando! Feliz Ano Novo.


Papai Noel não esquece

dezembro 25, 2015 0 Comments A+ a-

Natal de 2020. A pequena família reunida na sala: pai, mãe e filho.

A árvore carece de embrulhos, algo que a criança logo percebe. Mas espera, ansiosa, pela hora dos presentes.

O momento chega. Trocam-se presentes entre mãe e pai, amorosamente. Para ele, nada. Indignado, ele questiona:

— Mãe! Eu não vou ganhar presente, não?
— Não, neste Natal não — a mãe responde placidamente, com olhar de sabedoria.
— Mas por quê? Eu fui um bom menino, me comportei e não fiz malcriação!
— Realmente...
— Então por quê?
— Realmente, você se comportou bem. Este ano. E em 2015, quando você nasceu, que passei um ano inteiro sem dormir? E em 2016, que você se recusava a dormir a noite inteira e fazia birras no meio da rua? Aliás, e as birras de 2017 a 2019? Meu querido, papai Noel não olha só o comportamento deste ano. Ele está fazendo toda uma retrospectiva por sua vida. Devido a isso, os presentes de Natal este ano serão meus! — finaliza com uma risada maléfica.

Mas é óbvio que esse diálogo jamais ocorrerá e é somente uma divagação minha quando, em pleno dia 25, sou acordada a madrugada inteira e meu filho resolve despertar de vez às 8 da manhã.

É óbvio também que ele não tem consciência do que está fazendo. Mas, se tivesse... Bem, papai Noel saberia.

Feliz Natal!


E nasce Dimitri

dezembro 24, 2015 0 Comments A+ a-

Hoje o dia começou diferente. Além dos sacolejos habituais, tem algo me espremendo volta e meia. Não é nada bom.

O mundo à minha volta definitivamente está movimentado hoje, pois, além da deusa e seu acompanhante, ouço vozes lá de fora. E continuo sendo espremido volta e meia, cada vez mais forte e por mais tempo. Mexo-me em indignação, para que a deusa perceba meu descontentamento.

Muita coisa está ocorrendo hoje. A deusa está gritando, e eu não paro de ser apertado. Posso sentir seu descontentamento, sei que ela não me deixaria passar por esses maus bocados sem reagir. Ela deve estar berrando com o responsável pelo meu desconforto.

Ai, é tão incômodo. Ainda não consegui tirar meu cochilo, desde que todo esse aperto começou.

Depois de muita movimentação, a deusa parou de urrar, agora só geme bastante. Sinto-me caindo, caindo lentamente, minha cabeça especialmente espremida. Ouço vozes lá fora que nunca ouvi antes. Se eu pudesse daria uma lição a essas pessoas por incomodarem meu santuário!

Ah, meu Deus! Que aperto, estou todo espremido, estou girando...

Luz! Muita luz! QUE LUGAR HORRÍVEL! Estou respirando algo que não é água pela primeira vez, e incomoda! Acontece tudo tão rápido, há vários gigantes em volta de mim e sou passado de mão em mão até uma gigante de cabelo grande. Tenho vontade de fazer xixi e me alivio em seu colo. É a deusa! Tem de ser! A voz é idêntica!

Mal percebo, mas estou urrando igual ela estava momentos atrás nesse instante. É tudo tão intenso, tão claro, tão frio e horrível. Deusa, me devolva para meu antigo lar, por favor!

Outros gigantes me pegam em seus braços para fazer procedimentos estranhos comigo. Ouço a voz do assistente da deusa, acho que ele é o gigante barbudo ao meu lado. Não consigo parar de berrar, algo está errado comigo. Que mundo horrível.

Escuto a deusa falar ao fundo, e o gigante barbudo me coloca em seus braços e me envolve num pano bem quentinho. Pela primeira vez, me sinto acolhido como em meu antigo lar.

O gigante fala muitos grunhidos incompreensíveis em um tom maravilhosamente calmo, e aquele cochilo que não consegui tirar o dia inteiro parece mais próximo de mim. Deixo o sono me envolver ouvindo a voz daqueles que me acompanharam em minha antiga casa, e, por mais que este novo mundo seja muito estranho, sinto que tudo vai ficar bem.

Pequenas crônicas maternas

dezembro 22, 2015 0 Comments A+ a-

De vez em sempre eu me sento, escrevo e escrevo e escrevo, e há quem diga que saem coisas bem criativas e engraçadas. Quem sabe? 

A verdade é que há muito que escrever sobre esse mundo materno que vivencio no dia a dia, sobre meu filho de dez meses e o novo mundo que eu venho a descobrir depois dos meus 20. 

E para isso surge o Crônicas Maternas, no qual deixarei todos meus textinhos estocados, sem muito compromisso com a temporalidade, somente com a diversão da leitura.

Bem-vindos.